Subcut e seus graves epilépticos
Trio audiovisual paulistano usa flashes imagéticos e baixas freqüências do espectro sonoro para reinventar o papel da música e das artes visuais no meio urbano caótico da grande metrópole.
Imersos no ambiente cosmopolita de São Paulo, Bruno Belluomini, Hugo Frasa e Ninguém encontraram uma forma de expressar suas idéias conjugando som e imagem. Braço audiovisual do Tranquera, o Subcut aposta no trabalho colaborativo e na diluição autoral para criar experiências sensoriais onde a própria cidade inspira a imaginação do trio e atua como protagonista das suas apresentações.
Ao invés de se deixar intimidar com a opressão que a grande metrópole pode provocar, o Subcut toma o meio urbano como uma oportunidade para reinventar o papel da música e das artes visuais no seu contexto. Procurando cantos escuros da sua cidade natal sufocada pelo trânsito, infestada por helicópteros, recortada por estações de metrô, circundada por favelas e adornada por arranha-céus, Bruno Belluomini, Hugo Frasa e Ninguém encontraram o local perfeito para se expressar: as ruas.
Apresentando sua performance em locais imprevisíveis, o Subcut faz o grave poderoso do Dubstep e os samples imperfeitos do Grime assumirem sua forma híbrida e mutante. Lugares como o Centro de São Paulo, a famosa Rua Augusta e locações como Vila Madalena, Pinheiros e Perdizes já foram tomadas de assalto. Enquanto Belluomini e Frasa soltam bombas sonoras, os visuais de Ninguém atingem as parades onde quer que elas estejam.
O Subcut já passou por diversos clubs em São Paulo. O trio também já tocou ao lado de Daedelus (Ninja Tune) e Elemental (Hotflush). |
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